Zootopia 2

CRÍTICA

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Como uma sequência aguardada há anos, “Zootopia 2” chega com mais a acrescentar do que apenas repetir o sucesso do primeiro filme. Judy Hopps e Nick Wilde continuam extremamente carismáticos, agora enfrentando o desafio de se provar como policiais de verdade, ao mesmo tempo em que tentam avançar em sua relação amorosa, o que adiciona uma nova camada emocional à narrativa.

O roteiro, por outro lado, acerta ao desenvolver novamente a temática do preconceito e suas consequências, agora explorando as tensões entre diferentes espécies sob novas perspectivas. A animação impressiona, especialmente na grandiosidade e riqueza de detalhes da cidade de Zootopia, que parece ainda mais viva e expansiva. O humor surge na medida certa e funciona muito bem quando personagens já conhecidos retornam, reforçando o apego do público a esse universo.

No geral, “Zootopia 2” é uma sequência minimamente inferior ao primeiro filme, principalmente por repetir algumas questões já abordadas anteriormente. Ainda assim, entrega uma experiência bastante agradável e divertida, cumprindo bem seu papel, especialmente para o público infantil, ao qual o filme claramente se direciona.

Nota : 7,5 | 10

A introdução da cobra Gary é um acerto claro: carismático, divertido e bem integrado ao grupo, ele funciona tanto como alívio cômico quanto como elemento narrativo relevante. Já o vilão é um dos pontos mais fracos do filme, seguindo praticamente a mesma cartilha do antagonista anterior, sendo facilmente identificável desde o início, o que tira parte do impacto das revelações.